Apertem os cintos: O prefeito sumiu

JOÍLDO SANTOS 10 JUN, 2015 0

Hoje eu li em um post do Joildo Santos no espaço destinado ao Jornal Espaço do Povo, de Paraisópolis. A matéria é muito interessante, repleta de verdades que não podem ficar somente no Facebook… tem que realmente circular e ser lida por todos que são responsáveis pelo voto nos governantes desta cidade, maior da América Latina, e hoje entregue às traças.

Por este motivo transcrevo na íntegra a matéria deste representante da comunidade Paraisópolis.

…E assim foi escrito:

Fernando Haddad foi eleito prometendo um governo inovador, dinâmico e realizador. Quem tiver a oportunidade de rever suas propagandas de TV poderá ver propostas como o Arco do Futuro, a criação de centenas de milhares de empregos na periferia, 50 mil novas moradias, novos hospitais, revolução na educação, e por aí vai.

Para fazer tudo isso, Haddad dizia, e diz até hoje, que contaria com 8 bilhões de reais de investimentos do governo Dilma e usaria melhor o dinheiro combatendo a corrupção. Passados mais de 60% da sua gestão, esse dinheiro não veio e Dilma já deixou claro que não fará mais investimentos em Paraisópolis.

A corrupção, por sua vez, não foi atacada. Exemplo disso , é o fato de um secretário de Haddad, demitido por suspeita de corrupção, contar com o seu apoio para virar presidente da Câmara dos Vereadores, que na verdade deveria investigar casos como o dele.

Por enquanto, se Haddad está entrando de algum jeito na história, é como o prefeito que fez menos obras e projetos em São Paulo. O que custa caro, como moradia, hospital, CEU ou corredores de ônibus, simplesmente não saiu do papel. Entraram em seus lugares ciclovias, pintura de faixas exclusivas (que são dez vezes mais baratas que o corredor), grafiti e praças de Wi-Fi. Nada contra, senão o fato de que essas “grandes realizações” não representam 1% do orçamento municipal. São ações simples, normalmente tocadas por subprefeitos.

A pergunta que fica é quando o prefeito vai começar a governar. No caso de Paraisópolis, Fernando Haddad se comprometeu diversas vezes a retomar as obras que ele parou: construção de moradias, creches, escolas, parque e teatro. Hoje, terrenos que foram desocupados com a pagamento de indenizações, licitações e obras parciais feitas por outros governos, estão voltando a estaca zero pela irresponsabilidade da atual administração com a urbanização da comunidade.

Nesses 10 anos de urbanização, houve investimentos da Prefeitura, Estado e União. Foram várias gestões de partidos diferentes, como Serra, Kassab, Alckmin, Dilma e Lula, que levaram o projeto de urbanização para frente. Haddad paralisou todo esse trabalho, e na prática, abandonou o projeto da Nova Paraisópolis.

Logo após assumir seu mandato, o prefeito Fernando Haddad mandou congelar os recursos previstos no orçamento de 2013 para a Urbanização de Favelas, recurso que em grande parte atendia a urbanização em execução aqui em Paraisópolis. De lá para cá, o prefeito esteve em nossa rádio afirmando que não faltariam recursos para a continuidade das obras se apoiando em recursos do PAC 2, o que na realidade não aconteceu.

Com quase 5 mil famílias no aluguel social, não há, no momento, nenhuma obra relacionada à moradia em execução. Nenhuma ação prática foi feita para atender à população que mora na região do Antonico e sofre constantemente problemas relacionados à saúde e à qualidade de vida. As obras do Pavilhão Social estão paralisadas, o Parque Paraisópolis ainda se encontra fechado e o Parque Sanfona, por conta da paralisia evidente, hoje passa por reocupação, assim como a Escola de Música, fatos informados a ele pessoalmente.

Se na década de 80 a luta foi por nossa existência contra a remoção total de Paraisópolis, proposta feita pelo então prefeito Paulo Maluf, hoje devemos declarar guerra à tentativa de Haddad de acabar com o sonho de construirmos a Nova Paraisópolis.

Em 2014 o jornal Espaço do Povo já alertava quanto a paralização das obras de urbanização

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APAIXONE-SE POR ANALÂNDIA.. é logo alí, no interior de São Paulo

J. Purcino

J. Purcino

 

Olá pessoal, estou publicando no meu blog outro artigo escrito por uma repórter fotográfica de muito futuro, muita sensibilidade, que tem viajado pelo país clicando as belezas do ecoturismo de nosso país.

E tenho muito orgulho em poder lançar esta artista via meu blog.

Vocês ainda irão ouvir falar muito dela.

Bom, deixemos de papo e vamos à reportagem de hoje:

 

A Roselaine comentou:

“Em uma de minhas andanças pelo interior de SP conheci  Analândia

Um lugar de natureza exuberante e um clima muito agradável. Vamos começar conhecendo a cidade pelo que foi sua porta de entrada antigamente: a sua estação ferroviária.

 

Estação Ferroviária de Anápolis – 1930

Ferroviária de Analândia

Ferroviária de Analândia

Em uma das 12 cidades dos Estado de São Paulo que recebe junto a  seu nome o título mais que merecido de Estância Climática de Analândia a natureza é totalmente preservada com muitas cachoeiras, morros, trilhas e rios e que proporciona a prática de diversos esportes de aventura como rafting, tirolesa, arborismo, caminhadas, cavalgadas – diversão garantida para todas as idades, principalmente para os amantes de esportes da natureza.

 

Esportes radicais

Esportes radicais

 

Um dos cartões postais turísticos de Analândia é O MORRO DO CUSCUZEIRO – um  morro com aproximadamente 900 metros de altura – uma formação rochosa vertical ideal para a prática de esporte como ESCALADAS E RAPEL.

Morro do Cuscuzero

Morro do Cuscuzeiro

Mas você também pode encontrar outros locais como :

  • Cachoeira da Bocâina – lugar mágico com queda d’água de 45 metros, linda, suntuosa, majestosa, que impressiona pela sua altura e pela energia que emana de suas águas.

 

Cachoeira da Bocaina

Cachoeira da Bocaina

 

  • O morro do camelo – recebe este nome por se parecer com um camelo deitado. Com uma subida mais suave é visitado por quem quer apreciar a vista da cidades vizinhas Corumbataí e Rio Claro ou se divertir no “tobograma” inventado pelas crianças locais onde numa face da montanha se desliza na grama com papelão ou pranchas de madeira .
Morro do Camêlo

Morro do Camêlo

 

  • Cachoeira do escorrega – lugar muito agradável para quem gosta de acampar e estar diretamente em contato com a natureza…
Cachoeira do Escorrega

Cachoeira do Escorrega

 

Você não pode deixar de conhecer o PROJETO PEDRA VIVA – criado em 2001 com o intuito de  preservar e cuidar do Morro do Cuscuzeiro – oferece atividade de aventura e ecoturismo.

Com opções de escaladas, rapel , arborismo, tirolesa, bóia-cross, rafting, trilha para visitação a base do cuscuzeiro também conta com uma área para camping e restaurante.

Projeto

Projeto Pedra Viva

 

A generosidade da Mãe Natureza e a simplicidade de um povo, faz desta cidade um lugar único e mágico.

Natureza junto

 

Como chegar 1

 

Vai sair de férias, vai viajar neste final de ano e ainda não sabe para onde ir, visite Analândia, pratique esporte, curta a vida em meio à natureza exuberante desta linda cidade, aqui, no interior de São Paulo

Reportagem, texto de Roselaine Julião

Fotografias de Roselaine Julião Fotografias

Contato: roselainejuliao@hotmail.com

Especial para o Blog do Purcino e Caminhos de Sucesso Eco Turismo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Issao Imamura – O Mestre do Ilusionismo Brasileiro.

Disciplina, dedicação, entretenimento e conceito.

Issao Imamura, o Mestre do Ilusionismo Brasileiro

Issao Imamura, o Mestre do Ilusionismo Brasileiro

Eu entrevistei Issao Imamura, o Mestre do Ilusionismo Brasileiro,  Ele é uma pessoa que dá muita importância à disciplina e ao entendimento dos conceitos da vida que está ao seu redor.

Issao consolida sua carreira ressaltando a magia sustentável como ferramenta de transformação.

Ele sempre conviveu com a necessidade de tomar decisões e fazer escolhas importantes desde sua infância. E eu comecei a entrevista perguntando exatamente isso. Issao, como foi comunicar à sua família que você havia decidido dedicar-se à magia?

Purcino, o processo foi até involuntário, pois eu era uma pessoa muito tímida quando criança. Minha mãe, quando eu completei 10 anos de idade pensou:  “(…) como eu poderia ajudar meu filho a relacionar-se mais com seus amigos?”  Foi quando ela decidiu dar-me um kit de mágicas de presente.

Dar uma roupa, muito comum. Dar um brinquedo, ela imaginou que eu iria brincar sozinho. Então, com um kit de mágica eu teria que relacionar-me com outras pessoas para mostrar o que eu havia aprendido.

E não é que deu certo? Issao leu o manual, treinou bastante, tentou muito, até aprender todas as mágicas.  É claro que ele tinha que mostrar o que aprendeu para seus amigos. E foi o que fez.

Esse presente ajudou-o muito a relacionar-se com as outras pessoas, fez com que ele tomasse gosto pela mágica, apesar de ainda ser um pouco tímido.

Purcino, eu passei a ser convidado para fazer minhas mágicas nas festas dos meus amigos, dos familiares, da comunidade. E eu ficava a semana inteira treinando a mágica que eu havia escolhido para cada festa.

Eu me lembro que tinha uma garrafinha que eu segurava e a fazia deitar. Ninguém conseguia fazer isso. Quando tentavam, a garrafinha ficava em pé novamente. Era uma mágica muito fácil, mas o truque não era fácil de ser descoberto. Até hoje eu gosto de mágicas fáceis de serem executadas e mas difíceis de serem descobertas.

Issao formou-se em direito, exatamente como seus pais queriam, em 1.990.  Formar-se em uma carreira tradicional. Ele escolhei a faculdade de direito. Só que depois de formado ele teria que escolher seguir a carreira de advogado ou fazer um concurso para juiz.  Só que ele teve a oportunidade de falar com o pai dele e avisar que iria seguir a carreira de mágico.

E o tempo passou, a carreira foi tomando forma, ficando cada dia mais sólida, até que ele foi para Las Vegas, o berço dos grandes mágicos e ilusionistas, para ver de perto como era este mundo apaixonante. Estudando e treinando horas por dia, sua rotina até hoje inclui uma dedicação diária.

Como ele mesmo disse:  COMO TUDO NA VIDA, PARA CONSEGUIR O SUCESSO NA CARREIRA QUE ESCOLHEMOS PARA NÓS, É NECESSÁRIO MUITO ESTUDO, INVESTIGAÇÃO E DEDICAÇÃO…

O aperfeiçoamento de seu trabalho é uma de suas motivações.

Aprimorando seus conhecimentos e sua estrutura, Issao se renova com a satisfação estampada nas expressões de surpresa e entusiasmo de seus espectadores e clientes. Sua experiência de mais de 30 anos em estudos, investimentos, técnicas e treinos, são referências no mercado.

Issao 1Por isso há 17 anos, Issao planejou e tornou real a empresa de Ilusionismo que hoje oferece a maior infraestrutura deste segmento.

Como ele mesmo conta na entrevista, o seu reconhecimento aconteceu em 1.988, nas Olimpíadas Internacionais de Magia do Japão.

Com os equipamentos e atos comprometidos por conta de um incêndio, minutos antes de sua apresentação, Issao construiu um novo show de Ilusionismo em 24 horas. Por sua perspicácia, criatividade e garra, foi homenageado com o prêmio Special Prize. Nos cinco anos seguintes, Issao trouxe ao Brasil uma nova dimensão da arte, introduzindo o Ilusionismo no País. Isso gerou a distinção entre o Ilusionismo e a Mágica, uma diferenciação até então desconhecida do público brasileiro.

Conheça mais sobre essa história assistindo ao vídeo do primeiro bloco de sua entrevista ao meu programa, clicando na foto abaixo, ou acessando o site www.caminhosdesucesso.com.br 

Issao Imamura e J. Purcino

Issao Imamura e J. Purcino

Issao começa o segundo bloco da entrevista comentando uma frase muito importante:  Para obter sucesso, tudo depende da lei da semeadura e da colheita. Tudo tem o seu tempo certo e o mago é aquele que sabe compreender e dominar exatamente esse tempo da colheita.

Issao, pensando em tudo o que conseguiu, apresentou e criou durante a sua vida profissional, resolveu atender a um mercado que necessita de gente com conhecimento para treinar e preparar suas equipes de colaboradores.

Neste momento, decide desenvolver palestras, fóruns e workshops para empresas nacionais, multinacionais, fazendo de suas apresentações momentos de muita energia, com planejamento, tática, operação  e conhecimento dos processos.

Issao Imamura

Issao Imamura

Como ele mesmo disse, o trabalho em equipe é fundamental. Ora, para trabalhar em equipe é necessário muito treinamento e isso é possível somente com um manual completo de procedimentos, passo a passo. Foi quando um amigo pediu que ele fizesse esse trabalho para sua empresa.

E após essa apresentação o sucesso foi grande. Com isso, uma nova oportunidade surgia. A realização de palestras com muito ilusionismo, magia e mensagens subliminares foram sendo solicitadas… e hoje é uma grande realidade.

Mas o melhor é ouvir isso diretamente do Issao.

Veja o vídeo clicando na foto abaixo, ou acessando o nosso site pelo link www.caminhosdesucesso.com.br

Issao Imamura - Palestras e workshops motivacionais.

Issao Imamura – Palestras e workshops motivacionais.

Para contratar Issao Imamura, entre em contato com o Banco de Personalidades clicando aqui.

Ou ligue para 55 (11) 3192-3946

Bate-papo com Roberto Carmona… Uma lenda viva do rádio esportivo!

Roberto Carmona

Roberto Carmona

ROBERTO CARMONA…. com que prazer eu falo esse nome.

ROBERTO CARMONA…. com que prazer eu recebo esse ícone do rádio esportivo brasileiro.

ROBERTO CARMONA…. com que orgulho eu posso dizer… eu sou seu amigo e tive o prazer de contar, mesmo que resumidamente, a sua história de vida. Pouco, muito pouco comparado com seus 50 anos de trabalho como repórter.

ROBERTO CARMONA…. uma criança que um dia disse que queria conhecer o mundo. E hoje, depois de 50 anos de trabalho, já deu mais de duas voltas completas no mundo.

Eu tive o prazer de receber no meu programa Caminhos de Sucesso o maior repórter esportivo do rádio brasileiro. Um homem que dedicou e ainda dedica sua vida à informação, trabalhando diariamente na Rádio Transamérica FM, na equipe esportiva comandada pelo Eder Luíz.

Formado em contabilidade, trabalhou em escritórios contábeis em São Paulo e no Paraná. Sempre foi fã do esporte, em especial do futebol.

Foi na cidade de Arapongas, no Paraná, onde ele começou, quase como brincadeira, uma carreira que este ano, em outubro, completará 50 anos de muito sucesso, sem ter ficado um único ano fora do ar.

Carmona contou em nosso programa a história da transmissão usando duas latas de tomate. E claro, eu perguntei: Carmona, como foi e por que foi que você começou a transmitir futebol com duas latas de tomate, na arquibancada de um estádio de futebol?

Carmona:     Eu sou radialista e repórter por acaso. Eu nunca imaginei isso. Aos domingos eu ia no estádio de futebol ver o time da cidade jogar. Um companheiro meu de escritório, o Laerte Mantovani que mora em Maringá, tinha uma dupla caipira com o irmão dele. No campo a gente ia assistir o jogo e só sintonizava uma rádio naquela época, a Rádio Nacional. , que só transmitia jogos no Maracanã. E tinha um detalhe: a transmissão era dividida. Na metade de um campo era um locutor e na outra metade era outro locutor. Ou seja, em uma metade era o Antonio Cordeiro e na outra o Jorge Cury.

Nós escutávamos isso no rádio e eu e o Laerte fazíamos uma sátira imitando eles. Como o povo gostava, um dia nós arrumamos duas latinhas de tomate, que dava eco, e fizemos a narração com as latas. O povo gostou, tanto que pediam que fossemos para o ponto mais alto da arquibancada para narrar, o público ficava em volta, e vibrava com tudo isso.

Carmona 10

Incrível essa história não é? Mas vejam, isso abriu as portas para o inicio de uma profissão de sucesso, eu comentei.  

O time de futebol da cidade decidiu disputar o campeonato paranaense.  O gerente da rádio foi buscar o narrador Brasil Filho, na cidade de Garça. Ele foi fazer o primeiro jogo em Mandaguari, que tinha 8 paraguaios no time.

Com 5 minutos de jogo o time de Mandaguari ganhava de 3×0. O ponta direita fez 3 gols em cima do lateral esquerdo, o Noca.

O locutor oficial da rádio, na transmissão, começou a criticar o Noca, disse que ele saia na noitada, bebia muito, que um cara com 40 anos não podia jogar mais. No programa de segunda-feira ele continuou a fazer críticas. Arapongas era uma cidade pequena e tinha uma livraria onde todo mundo se reunia para comprar e ler o jornal de São Paulo.

Quando o Brasil começou a falar sobre o jogo chegou o Noca que  reconheceu o locutor, pegou ele pelo colarinho, encheu a cara dele de soco, quebrou dentes, cortou o lábio, teve que fazer cirurgia, tomar pontos. O gerente da rádio, todo preocupado, comentou com um amigo que não tinha quem narrasse o jogo do final de semana. Você acredita que o pessoal lembrou-se de mim e do Laerte e nos indicou para a rádio?  Foram, nos convidaram, aceitamos, fizemos o programa. Fizemos o programa quatro domingos seguidos. No quinto domingo o Brasil Filho já estava bom. Eu falei prá ele, agora você assume. Ele não aceitou. Disse que eramos melhor que ele, que nós iriamos narrar e ele comentar os jogos.  E foi ai que tudo começou.

Vocês não devem perder esta entrevista.

Cliquem na foto abaixo para assistir e ouvir a primeira parte, conhecendo o início da carreira de Roberto Carmona.

Roberto Carmona e J. Purcino

Roberto Carmona e J. Purcino

 

Um dos momentos marcantes da segunda parte da entrevista foi quando o Roberto Carmona contou a história do Filpo Nunes, treinando o Palmeiras, e ensinando os jogadores a bater penalidades máxima. Ele pegou a bola, mesmo embaixo de chuva, correu para a bola, ao tentar chutar ele escorregou e caiu e a bola foi parar fora do campo de treinamento.

Ele falou para todos…. agora que já viram como não devem cobrar uma penalidade máxima, vamos ver como fazer corretamente.

E outros causos mais vocês irão encontrar no segundo vídeo.

Assistam clicando na foto abaixo.

Carmona 11

 

E aguardem, esta entrevista eu vou editar e publicar, na íntegra, até o próximo final de semana. Nosso presente para esse profissional exemplar, que dedicou sua vida ao esporte e ao rádio e que hoje trabalhando, segue dizendo, que o DESTINO FAZ A VIDA DA GENTE.

Parabéns Carmona.

 

 

 

 

Bate-papo com um filósofo… Francisco de Assis Sobrinho (e aprendendo a pensar)

Meu grande amigo, uma pessoa especial, que conheci em 1.978, quando comecei a trabalhar na Goodyear do Brasil. Naquele “entonces” , como diriam meus amigos equatorianos, eu não tinha a mais remota ideia que 35 anos depois eu iria entrevista-lo em meu programa Caminhos de Sucesso.

Hoje ele é um consultor de sucesso, filósofo, com uma capacidade de organização de ideias como poucos. Dono de uma capacidade de visão total quando analisa uma empresa e seus integrantes, conversar com ele sobre liderança foi um exercício muito interessante. Ainda mais por tratar-se de um tema que nós dois temos conhecimentos profundos, com pontos de vista diferentes e, no entanto, sem discordar da essência. Veja abaixo como ele descreve a si mesmo:

Francisco Assis Sobrinho

Francisco Assis Sobrinho

 

“Filósofo, Professor e Consultor com mais de 36 anos de experiência de sucesso no mundo dos negócios, participei da gestão de empresas multinacionais e nacionais, em diversos segmentos: Indústria, Comércio, Financeiro e Serviços. Com profundo conhecimento na área do Relacionamento e da Ética, atuo como facilitador de mudanças efetivas e duradouras com objetivo de melhorar e ampliar as relações do holograma, tornando-as mais ricas, éticas e inspiradoras.”

 

A minha primeira pergunta, claro, foi o por que do nome Aprendendo a Pensar? 

Francisco:  (….) A filosofia entrou na minha vida depois de muito tempo em que eu já estava no negócio da consultoria. A minha formação básica era em ciências exatas. (…) Estudando filosofia eu fui descobrir a origem da vontade de mudar, da  angustia do ser humano, dessa inquietude.  (..) e foi ai que fundamos a Aprendendo@Pensar, no gerúndio, pois nós também aprendemos a pensar junto com os clientes.

Em outro momento interessante da entrevista eu perguntei sobre a dificuldade das empresas em manter-se em seu posicionamento inicial, perdem fôlego e algumas chegam a fechar.

Francisco:   O número de suicídios que existe no mundo é muito alto. (…) Os bilhetes deixados por quem comete o suicídio dizem que as pessoas que os cometem o fazem por ter perdido o significado na vida. Para as empresas é a mesma coisa. Ela vai se matando quando ela só olha o fator econômico. Quando o fim do trabalho dela é o dinheiro. (…) O mercado já não está querendo só isso. O fornecedor, o cliente, o funcionário já não querem mais isso.  (…) Muitas empresas tem o prazo de valide que é o dono. O dono morreu, a empresa morre junto. (…)

Falamos sobre a confusão na cabeça dos líderes, que só existe porque o dono da empresa não tem claro os seus objetivos e não age de acordo ao que foi determinado no começo do período.

Um outro ponto interessante da entrevista foi quando comentamos que durante o processo de consultoria do Francisco e de sua empresa, ele não leva respostas ao seu cliente. Ele leva, isso sim, boas e novas perguntas.

Francisco:  Nós levamos novas perguntas para os velhos problemas. Na hora em que apresentamos essas novas perguntas o cliente mesmo se questiona e fala para si mesmo… “realmente eu tenho que responder isso.”  E ele vai trabalhar buscando essas repostas em conjunto com seus líderes.

Falamos sobre o Líder Ético. Falamos como ensinar todo esse grupo de pessoas a pensar. Como fazer o mapeamento das percepções e como dar significado para empresa com base em uma boa consultoria.  Perguntei a ele qual o significado da palavra Líder.

Francisco:  Eu imagino que o líder é aquele que inspira. É aquele que motiva. É aquele que entrega resultado. É aquele que mostra o norte, é aquele que colabora e compartilha. Qualquer outra coisa não é líder. Pode ser chefe, gerente…(…)..

Conheça mais sobre essa entrevista seguindo o link do vídeo abaixo.

Francisco Assis Sobrinho e J. Purcino

Francisco Assis Sobrinho e J. Purcino

 

Você pode também acompanhar o vídeo da entrevista no meu site www.caminhosdesucesso.com.br 

 

Adir Ribeiro – A Importância da consultoria no desenvolvimento de uma franquia.

Adir Ribeiro - Presidente Praxis Business

Adir Ribeiro – Presidente Praxis Business

No dia 14 de Junho eu tive o prazer de entrevistar em meu programa Caminhos de Sucesso um jovem empreendedor, palestrante, administrador de empresas e Presidente e fundador da Praxis Business, o Adir Ribeiro.

Ele é também pós-graduado em Marketing com especialização em Varejo (FGV-SP) e Executive MBA in Franchising

O Adir Ribeiro atua há 20 anos com Franchising, Varejo e Canais de Vendas.

Adir é palestrante e Co-autor dos livros:

  • “Gestão Estratégica do Franchising – Como construir redes de franquias de sucesso”
  • “Franchising – Uma Estratégia para a Expansão de Negócios.

Além de tudo isso, ele tem também outras atividades, como:

  • Diretor do IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo
  • Colaborador do ICF – Instituto CEO do Futuro
  • MBA 60 segundos
  • Mentor da Endeavor
  • Membro do Conselho de Administração de Empresas Nacionais
  • Professor de escolas de negócios como a FGV, FIA-Provar, ABF, etc.
Adir Ribeiro - Presidente da Praxis Business e J. Purcino

Adir Ribeiro – Presidente da Praxis Business e J. Purcino

J. Purcino:                  Eu comecei a entrevista perguntando: Como você acha tempo para fazer tudo isso?

Adir Ribeiro:              Eu acredito em uma definição de Confúcio que diz:- “Ache alguma coisa que você goste de fazer e você jamais vai trabalhar na sua vida”

A equação gostar de fazer, fazer e achar tempo para fazer é algo bastante complexo: “tocar uma empresa, administrar aula, escrever artigos, escrever livros, conviver com a família, com os amigos são realmente os grandes desafios da vida, mas a gente trata de encontrar a forma de achar os nossos Caminhos de Sucesso”.

J. Purcino:                  Conte-nos a história da Praxis Business. Como nasceu? Quando nasceu? O que faz a Praxis Business?

Adir Ribeiro:              Para falar da Praxis Business eu preciso resgatar a minha essência. Comecei a trabalhar com franquias em 1.992 na Amil Internacional, que começou a crescer com franquias naquela época. Aliás, eu fui trainee na Amil, que foi uma grande escola de empreendedorismo para mim.

Depois disso toquei um projeto de internet que era um sonho meu de anos, que acabou não vingando devido aos problemas com a bolha na internet que todos conhecemos.

No ano 2.000 voltei para a área de franquias, fui trabalhar em uma das maiores consultorias do mercado, da qual muito me orgulho por ter estado lá, fiquei oito anos, fui sócio, foi uma grande escola.

Em 2.009 decidi montar a minha consultoria, com o meu DNA, fio quando nasceu na época a Praxis Education. Em Setembro de 2.009 a empresa virou Praxis Business.

É uma empresa especializada em franchising e varejo.

J. Purcino:                  A Praxis Business trabalha a cadeia de valor completa, desde o desenvolvimento do produto até a chegada do mesmo no consumidor final?

Adir Ribeiro:              Estamos muito mais especializados no acesso ao mercado. Toda a parte do desenvolvimento e construção do produto não é a nossa área.  O nosso foco é fazer esse produto chegar ao ponto de venda. Como vender mais e melhor por meio dos canais de vendas definidos usando muito as técnicas de franquia.

São mais de 110 clientes atendidos em três anos de consultoria, mais de 52 projetos realizados e mais de 35.000 pessoas treinadas.

Segundo nossas estatísticas internas, são mais de 15 segmentos de mercados atendidos em projetos de consultoria.

J. Purcino:                  O que são esses projetos de consultoria?

Foto Adir 5Adir Ribeiro:               Formatar os negócios da franquia, rever a estratégia de negócios, formatar canais de vendas, sempre com o objetivo de ajudar nossos clientes a venderem mais e melhor.

J. Purcino:                  Explique-nos em detalhes o que vem a ser o termo formatação do negócio?

Adir Ribeiro:              A formatação do negócio começa com a avaliação da franquiabilidade do negócio do nosso cliente.

Por exemplo: se um cliente tem um negócio de restaurante que vai bem com uma, duas ou até três unidades e percebe uma oportunidade de crescimento no mercado. Daí ele decide crescer seu negócio com franquia. O que nós fazemos na análise e formatação do negócio? Verificamos se existe base no negócio para que o processo de franquiabilidade possa ser desenvolvido.

Como fazemos isso:

  • Avaliamos o modelo financeiro;
  • Como eu compro a matéria prima ou o produto e como revendo;
  • Quais as margens de lucratividade do negócio;
  • Qual é a estrutura atual e qual será a estrutura necessária para desenvolver a franquia;
  • Quanto é pago de ponto comercial e quanto deverá ser pago de ponto comercial para as lojas ou unidades de franquia.
  • Qual é o conhecimento instalado na empresa
  • Qual o suporte que deve existir

Ou seja, fazemos uma análise completa da empresa. Em alguns momentos é preciso ensinar o cliente a “fechar suas contas”  antes de abrir uma rede de franquias.

O grande ponto é “não podemos brincar com o dinheiro dos outros, neste caso, os franqueados”

J. Purcino:                  Você comentou que começou a empresa na área de treinamentos. Como você vê o desenvolvimento da educação continuada e a educação à distância?

Foto Adir 4Adir Ribeiro:              Eu não acredito mais em treinamento como um evento esporádico. Isso é um processo espasmódico. Serve somente para motivar pessoas por não mais que alguns minutos durante o evento.

A Praxis Business acredita fortemente nos programas de educação continuada e no conceito de universidade corporativa.

Acreditamos muito no conceito de EAD, mas muito mais no mix de EAD e Capacitação Presencial.

Trabalhamos no conceito de integração de todos os canais de vendas para atender melhor e com maior qualidade ao consumidor.

Para isso, projetamos e programamos os programas de treinamento para dosar o bombardeio de informações de nossos treinandos durante os processos da Educação Continuada.

Portanto, a estratégia da aprendizagem tem que ser muito bem definida e acompanhada.

J. Purcino:                  Qual foi a curva de crescimento do mercado de franquia entre 2.010 e 2.012 e qual é o seu comportamento em 2.013?

Adir Ribeiro:               A curva de crescimento está em torno de 15% . Comparado com a curva de crescimento do PIB a diferença é enorme. Em 2.013 a previsão é de manter-se o crescimento em torno de 15% sobre os resultados do ano anterior.

Muita gente se pergunta como o franchising pode crescer tanto assim comparado com o PIB nacional?  Para quem não sabe mercado de franquia no Brasil está em franco crescimento, é forte, hoje é o terceiro maior do mundo, muito próximo do segundo colocado.

O próprio crescimento do poder aquisitivo das classes sociais no Brasil explica esse índice. Existe ainda mais dinheiro disponível para compras.

J. Purcino:                  A acessibilidade e o crescimento da classe C também é outro fator muito importante?

Adir Ribeiro:              Esse fator é importante, mas não é só isso. Além da maior capacidade de compra por parte do consumidor hoje existem maiores oportunidades para a formalização dos negócios que antes eram feitos de forma menos estruturada. Os serviços de diaristas, manutenção elétrica, pedreiros, etc. sempre existiram. As franquias vieram para dar uma nova roupagem, uma formatação ideal para a manutenção e fortalecimento do negócio, criando um nível de profissionalização maior.

Existe também o fato de que muitas indústrias estão indo para o varejo via franquiabilidade de suas redes de distribuição.

Como você mesmo comentou a franquia não é uma garantia de sucesso, mas é sim uma forma de negócio com mais possibilidades de ser um sucesso do que outros mais tradicionais.

Foto Adir 3J. Purcino:                 Qual é o perfil do franqueado de hoje?

Adir Ribeiro:               Muita gente, como sabe que trabalho na área, vem até mim e pergunta: “Olha, você que é da área, que franquia eu devo comprar”.

Eu respondo: “Olha, seu eu soubesse eu já teria comprado uma”.

Eu brinquei com isso porque a mensagem que deve ficar é a de que a pessoa tem que ter menos ilusão com o ato de ser empresário.

Tem gente que diz: “Vou investir em franquia porque eu quero trabalhar menos”. – Aí sim eu digo: “Não vá comprar franquia”

Quando o franqueado-investidor comprar mais de 4 a 5 unidades, quando tiver já a 10ª unidade, é claro que ele terá mais qualidade de hora trabalhada do que quantidade de hora trabalhada. Mas nem por isso irá trabalhar menos.

J. Purcino:                  Fale um pouco sobre o seu último livro, que, aliás, é uma aula de como desenvolver corretamente o seu negócio na área de franquias.

CAPA.inddAdir Ribeiro:               Primeiro o tema Gestão Estratégica busca o fator essencial no desenvolvimento de um negócio que é o de colocar a estratégia definida pela empresa em prática.

Agora, falando sobre o livro, eu depois que deixei de ser, e ter, uma eu-presa parei, pensei e decidir ter uma empresa busquei nos meus sócios as competências em áreas importantes da consultoria.

No Leonardo Marchi temos a competência em treinamento, a competência de consultoria no Luis Gustavo Imperatore e a competência de visão financeira e novos negócios no Mauricio Galhardo.

Em 2.011 decidimos escrever um livro para que internamente nós criássemos um nível de conhecimento mútuo. Levamos aproximadamente uns 10 meses para escrever.

Já estamos escrevendo a segunda edição do livro.

Esse livro, com o próprio título diz, trata em detalhes sobre a Estratégia do Franchising, sua gestão e os cuidados para a construção de uma rede de franquia sólida e com possibilidades de sucesso.

Esse sucesso irá depender claro, de como a consultoria é feita e como o franqueador irá implantar todos os processos definidos. O livro é praticamente um guia para facilitar o entendimento de todo o processo da consultoria.

Conheça mais sobre essa entrevista visitando o nosso site www.caminhosdesucesso.com.br

Entrevista editada a partir da entrevista realizada no programa Caminhos de Sucesso, do dia 14/6, que foi ao ar pela TV Geração Z.

Conheça mais sobre a Praxis Business visitando o site http://www.praxisbusiness.com.br/

Um papo com João Signorelli – Entrevista no programa Caminhos de Sucesso

João Signorelli

João Signorelli

O bate papo de hoje é com o ator, palestrante e jornalista João Signorelli, que há dez anos leva a mensagem de Mahatma Gandhi às empresas, ongs, associações de classe de todo o Brasil. Ele nasceu em 22 de dezembro de 1955, é formado em jornalismo e ator profissional há mais de 35 anos com passagem por todas as emissoras de TV do Brasil. Participou de mais de 30 peças de teatro e de 15 filmes.

Como mestre de cerimônias, fez trabalhos com James Hunter (O Monge e o Executivo) por todo o Brasil e também como o Dalai Lama em sua última vinda ao Brasil (Ibirapuera e Anhembi, SP) e foi entrevistador na AllTv/Internet.

Há seis anos se dedica a divulgar para o mundo corporativo e para o mundo educacional a mensagem de Mahatma Gandhi, através do monólogo teatral “Gandhi, um líder servidor”, de Miguel Filiage, divulgando a cultura de paz por uma verdadeira ética nos negócios e na educação. É também apresentador, entrevistador e locutor.

Principais trabalhos na televisão:

Água na Boca – 2008, Amazônia – 2007, América – 2005, Carandiru, Outras Histórias – 2005, Aquarela do Brasil – 2000 (minissérie); Serras Azuis – 1998, Por Amor e Ódio – 1997, Tocaia Grande – 1995; Você Decide – 1994/1995, entre outras.

Principais trabalhos no teatro:

O Homem de la Mancha; A Promessa; Pano de Boca; As Mil e Uma Noites, Diário de um Mago; Um Bonde Chamado Desejo; Amor de Quatro.

Veja as listas completas em www.joaosignorelli.com.br

J. Signorelli e J. Purcino

João Signorelli e J. Purcino em entrevista ao programa Caminhos de Sucesso – 31 de Maio

Blog do Purcino:   Conte-nos um pouco sobre a sua carreira.

João Signorelli:      Comecei em 1972, em uma peça infantil – chamada “Turma da Mônica Contra O Capitão Feio”, do Maurício de Souza.

Neste mesmo ano de 1972, no Teatro Aquarius, estava acontecendo o espetáculo “O Homem de La Mancha” com Paulo Autran e Bibi Ferreira. Fui convidado a entrar no elenco e fui para o Rio de Janeiro com a peça para inaugurar o teatro da TV Manchete.

Lá, Grande Otelo entrou para participar também, gostou do meu trabalho e me levou para a Rede Globo fazer um teste – isso em 1974.  A novela chamava-se “Super Manoela”, com Paulo José e Marília Pera, passei  no teste e peguei um personagem de antagonista do mocinho da novela. Isso foi ótimo. Um jovem, de dezoito anos, fazendo o segundo personagem de uma novela na TV Globo.

A partir daí, foi novela atrás de novela, comecei a fazer abertura de festas e muitos filmes também.

Sig 2Blog do Purcino:   Você comentou que trabalhou com o Paulo Autran e a Bibi Ferreira no teatro. Como foi essa experiência?

João Signorelli:      É uma universidade de teatro todo dia. Trabalhar com eles, ver o aquecimento vocal, o alongamento de corpo, a preparação para entrar nos personagens, ver os dois em cena com o rigor profissional e com um amor pela profissão teatral era lindo.

Blog do Purcino:   Tinha muita coisa de inserir “cacos” durante as falas?

 João Signorelli:      Tanto Grande Otelo, como Paulo Autran e Bibi Ferreira eram muito generosos em cena. Caso alguém errasse eles ajudavam. O Paulo era muito brincalhão também. Tinham momentos em que ele ficava de costas pra a plateia e ficava brincando com a gente em cenas dramáticas.

A gente tinha que manter a concentração ao máximo, pois ele ficava de costas fazendo caretas, ficava vesgo, e a gente tinha que segurar o riso e segurar a cena.

A Bibi Ferreira era (e é até hoje), bem mais séria, bem mais reservada, com uma grande generosidade e preocupação de orientar os mais jovens. Ela dizia uma coisa que até hoje eu faço. – “Um ator nunca deve sair à noite sem um boné e um cachecol para se proteger porque o sereno na cabeça faz muito mal para voz.” 

Sig 6Blog do Purcino:   Em Caminhos das Índias você fez uma participação especial que foi muito importante, porque naquele momento você ajudava a marcar o destino do personagem principal. 

João Signorelli:      Foi uma cena curta mas um momento importante para o desfecho da história do mocinho e da mocinha da novela. Foi muito importante para mim, naquele dia, que teve uma audiência absurda de 92 pontos. Poder falar do perdão, dizer que só vai encontrar a mulher amada se você perdoá-la, falar isso para o Brasil inteiro foi fantástico.

 

 

Blog do Purcino:   Mudando um pouco de tema, vamos falar sobre a obra Grandhi, um líder servidor. Como surgiu essa oportunidade para você? 

João Signorelli:      Tem uma lenda no mundo teatral que diz que o personagem é quem escolhe o ator que vai interpretá-lo no palco. Então, se essa lenda for verdade, imagina a minha alegria por ter sido escolhido por Gandhi.

Em realidade, aconteceu o seguinte: O Alexandre Garrett, Publisher de uma revista chamada Gestão & RH, produziu um fórum sobre Recursos Humanos, no ano de 2003, cujo tema era Liderança.

Ele convidou o Miguel Filiage para preparar um espetáculo para a abertura deste evento e foi citado Ghandi, como um grande líder do século XX e pensou em um ator que fosse parecido fisicamente e me chamou para fazer o espetáculo.

Era um único espetáculo e o Miguel, por falta de tempo, disse que se eu quisesse tocar a produção para apresentações, que eu poderia fazê-lo.

Blog do Purcino:   Foi aí que você começou a levar a peça em um bar na Vila Madalena? 

João Signorelli:      Comecei fazendo em um bar na Vila Madalena, em São Paulo, todo domingo. Aos domingos o bar fechava. Abria só para o evento do Gandhi. Eu fazia a peça e depois era servido um jantar, com duas opções de prato e um refrigerante. A renda era dividida 50% para cada um. Fiquei um ano em cartaz lá no Bar.

Depois fui para o Teatro de Arena, alguns restaurantes, teatros e, atualmente, estou no teatro Alberico Rodrigues, também na capital paulista. Mas, paralelamente a tudo isso, as empresas começaram a me chamar. Não só organizações, mas também universidades e colégios.

Fiz vários espetáculos para o mundo corporativo, as críticas foram muito boas, abrindo as portas para o mundo corporativo definitivamente. 

Blog do Purcino – Por que você acredita que a peça durou até hoje, 10 anos? 

Sig 11João Signorelli:      As palavras, ideias e valores do Gandhi são muito fortes e hoje em dia está ressoando muito nas pessoas essa busca de princípios e ética.

Mesmo no mundo corporativo, há necessidade de um novo paradigma. As pessoas estão buscando novas relações e maneiras de agir no mundo. Hoje tenho o projeto ligado à Fundação Casa, à Carlos Zátena, fiz espetáculos em penitenciárias, entre outras formas de divulgar a palavra de Gandhi.

Tem inclusive uma questão curiosa. Tirando a parte corporativa do espetáculo, muita gente me contratas para fazer o Gandhi em festas de Natal, aniversários, reuniões familiares, etc. É muito curioso essa aceitação e esse tipo de mercado.

 

Blog do Purcino – Você está com um novo projeto, certo? PASSAPORTE PARA O FUTURO. Fala um pouco a respeito. 

João Signorelli:      É a mesma equipe do Gandhi, é baseado no livro do César Souza. Ele assistiu o Gandhi, gostou muito, chamou-me para ter uma conversa com ele e daí nasceu a ideia de fazer o Passaporte para o Futuro, que é uma peça que conta a história de um diretor comercial de uma empresa que vem para a convenção de final de ano para discutir os números do ano e preparar as metas do ano que vem.

Só que na hora que ele sobe ao palco para falar sobre isso ele decide falar uma coisa sobre um sonho que ele teve. O Cesar montou um encontro fictício entre várias personalidades e pensadores do management mundiais reunidos em um sonho, em um simpósio com esses homens.

Fala sobre a espiritualidade no trabalho, sobre a preocupação das novas gerações que estão entrando agora no mercado de trabalho que requer outro tipo de tratamento, outro tipo de comunicação, visando preparar as empresas para essa mudança que está ai, na nossa porta.

Sig 8Blog do Purcino – O Passaporte para o Futuro é dirigido para todos os níveis hierárquicos das empresas ou é voltado mais para as equipes de liderança? 

João Signorelli:      É um trabalho dirigido para supervisores, gerentes, sempre com a preocupação de formação de líderes para o século XXI. Isso é discutido na peça, inclusive.

É indicado também para outros níveis hierárquicos, pois fala também da forma de trabalho entre pessoas mais novas e outras mais experientes trabalhando em equipe.

Blog do Purcino – Voltando ao Gandhi, você comentou que quando é necessário você faz adaptação da peça para empresa. Quem faz a análise do briefing para saber o que e como mudar? 

Sig 12João Signorelli:    Eu mesmo faço as adaptações. Adapto o texto de acordo com as necessidades que os empresários comentam comigo.No Gandhi eu faço debates e um fórum aberto com o público, o que dá resultado, certamente.

Para maiores detalhes como contratar o João Signorelli, visite o site www.joaosignorelli.com.br gnorelli:     

Fonte: Entrevista de João Signorelli ao programa Caminhos de Sucesso, realizada no dia 31 de Maio de 2013.