Vai viver no exterior? Você precisa assistir à palestra!

Dicas expatriados

A palestra, em formato de talk-show foi preparada para oferecer dicas importantes para todos aqueles que, de uma forma ou de outra, decidiram ir viver fora do Brasil. Seja como expatriado ou por conta própria, muita coisa tem que ser vista, pensada, controlada e organizada antes de sair do Brasil e antes da chegada (ou logo no momento da chegada) no país de destino.  Aqui, conto só uma pequena passagem que aconteceu comigo quando fui transferido para o México.

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México – Nossa primeira parada,

Preparar a viagem – mudança para o México foi algo estressante. Ninguém dava uma orientação completa. Eu passei uma semana na matriz da empresa tentando entender o que deveria ter em mãos, o que fazer, como fazer, não só do ponto de vista técnico e profissional mas também do ponto de vista de documentação minha e de toda a família.

Além disso, tinha que cuidar de tudo, até mesmo da carta de transferência de escola, e o contrato de “medium-term” não chegava.

Por um lado tinha que preparar tudo, já não estava mais na função original no Brasil, outra pessoa já estava no meu posto, e ainda não tinha nada assinado para a nova função internacional.

Por outro lado, a esposa dizendo que não iria providenciar nada enquanto o contrato não estivesse assinado (uma vez mais ela estava certa).

Tive que acreditar nas pessoas e no meu “feeling”, até que consegui uma viagem ao México para conhecer o país e conhecer o trabalho. O contrato seria assinado lá. Isso aconteceu em Novembro de 1.989.  Como pode ver, tudo feito às pressas e sem uma coordenação correta. Aqui, uma orientação técnica fez muita falta.

Nem mesmo o “job description” estava finalizado. Foi lido um resumo das responsabilidades e me informaram que mais detalhes seriam passados durante a viagem. E lá fui eu para a Ciudad de México para conhecer meu novo local de trabalho. Uma viagem programada para 7 dias.

México – a viagem de reconhecimento

Desde a chegada ao México até o retorno ao Brasil a atenção recebida foi ótima. Realmente o staff local soube como cativar o executivo que estava por chegar. Conheci todos os departamentos comerciais, marketing, financeiro, compras e produção. Visitei alguns distribuidores locais e alguns clientes finais, os maiores pelo menos.

Conheci também toda a equipe que seria treinada por mim. Uma dessas pessoas era o Gerente de Treinamento Nacional. E ai, o que era tudo maravilha, começou a “pegar” e “travar”.

Com medo de que eu estivesse indo para o seu país para avaliar o seu trabalho e substituí-lo, as informações solicitadas não eram passadas, e eu precisava voltar ao Brasil com dados suficientes para preparar um planejamento de trabalho para apresentar à direção internacional e à mexicana, antes de ir definitivamente para o trabalho. Lembro que foram dois dias de negociações até que fomos obrigados a conversar com o presidente da empresa para que ele intercedesse.

Foi nesse momento que ele decidiu apresentar-me a todos como o futuro Gerente de Entrenamiento Internacional para Latino América, que reportaria diretamente para a gerencia em Luxemburgo e administrativamente para o Diretor Comercial no México.

Pergunto:  Por que não fez isso antes? A vida teria sido muito mais fácil. Mesmo porque, foi nessa reunião em que eu fiquei sabendo inclusive onde e como estaria no organograma da empresa…  Olha, não desejo isso para ninguém. Tudo tem que ser informado corretamente e claramente logo no início. O stress será bem menor.

México – a viagem de reconhecimento – O hotel

Todo mundo lembra ou pelo menos ouviu falar ou leu sobre o terremoto de mais de 8.5º. na escala Richter que assolou a Ciudad de México no ano de 1.984

Muito foi perdido. A devastação foi enorme. Prédios incendiados. Prédios caídos ou parcialmente desmoronados. O centro histórico do México foi muito danificado. E isso, para um povo que tem como “cultura” preservar sua história, isso doeu muito. E claro, o governo local e o federal deram prioridade para reconstruir o centro da cidade.

Isso ficou visível pelo passeio que fui fazer no centro da cidade. Conheci igrejas que estavam com seu teto seguro por estacas, escavações feitas para construir proteções nos edifícios danificados. Em uma delas, no Zocalo, vi que ao realizarem as escavações de reparação acabaram descobrindo outras edificações antigas, da época dos Mayas. O cuidado é tanto com a história que pararam reparos para cuidar primeiro do novo descobrimento.

E para que os turistas nacionais e internacionais pudessem acompanhar o que se estava fazendo, criaram passarelas em todo o contorno das escavações.

Por que conto isso?  Porque ninguém preocupou-se, em nenhum momento, de contar-me um pouco da história do país, seu povo, sua cultura, sua religião. Descobri visitando os locais. E fiquei maravilhado com o que vi. Nestas visitas ainda pensei. – “Caramba, no meu país o povo destrói o que encontra de história para vender…. Aqui, se alguém faz isso, vai para a cadeia.”

Ah, como cheguei em uma madrugada de um sábado, fui dormir direto. Ao meio dia acordei, abri a cortina da janela do quarto do hotel, muito bom quarto por sinal, e vi um prédio em construção. Pelo menos foi o que pensei.

Depois de quatro dias, percebi que não havia movimento no prédio. perguntei na recepção o que tinha acontecido com o prédio ao lado e que surpresa, era um prédio condenado devido ao terremoto de `85… e já estávamos em ´89!

Tudo bem, imaginei. Não era prioridade demolir o prédio mas, como estaria a estrutura do prédio do hotel onde eu estava? Resumo da ópera: quem disse que conseguia dormir dali por diante…(risos).

México – a viagem de reconhecimento – A culinária local

Já no final da viagem fui convidado para o café da manhã em um hotel no centro da cidade. Passaram por mim às 8 da manhã. Pontuais.

Dois mexicanos que já haviam visitado o Brasil e assistido a um workshop comigo. Fomos ao hotel no centro para o café da manhã.

Um buffet de fazer inveja a qualquer almoço no Brasil. Arroz, feijão, assados, pimentões, salada, etc.

Eu, como bom brasileiro e já pensando em comer pouco para almoçar bem devido à longa viagem de retorno ao Brasil, pedi um café, leite (clarinho e forte senão vinha uma caneca de café americano) e uma omelete simples.

Quando olho no prato dos dois mexicanos pensei:  -“Algo está errado aqui”

Estavam comendo arroz, feijão, caldo de feijão, vários tipos de pimentão, verde, vermelho, amarelo, além de ovo frito, bacon, carne e tudo o que mais cabia no prato. Não perguntei nada para não passar vergonha. (Já eram 8H30 da manhã).

Um deles comia com tanto gosto que até suava, transpirava mesmo.

Chile jalapenho

Ofereceram um dos pimentões e o inocente aqui pegou um verde, pequeno, que estava bem frito. Comi inteiro. Meu Deus… fiquei sem ar, tomei uns dois litros de água, até o pulmão ardia. Era um chile jalapeño e ninguém avisou. Só riram demais.

Dá para imaginar como foi sensacional a viagem de retorno ao Brasil. Ainda bem que era Aero México na Business Class…. quase peguei um banheiro como o assento para toda a viagem… mas consegui chegar no Brasil inteiro! Entende?!

Que conhecer mais de minhas histórias e recomendações?  Aguarde!… e assista ao talk-show palestra…

Copyright José Antonio Purcino

Todos os direitos reservados.

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