AFINAL, a oficialização do VANDALISMO e das BANALIDADES.

imagesHoje, um juiz da 17ª Vara do Fórum Criminal da Barra Funda, rejeitou a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) contra os três presos acusados de participarem da invasão do CT do Corinthians, afirmando que eles quiseram quiseram apenas se manifestar.

O nome do juiz: Gilberto Azevedo Morais Costa.

Este senhor acaba de OFICIALIZAR o direito de todo cidadão que se sinta prejudicado por algo ou alguém a INVADIR, QUEBRAR, AGREDIR e ROUBAR sem ser preso.

Eu não estou escrevendo esta CRÍTICA e não CRÔNICA como torcedor. Estou escrevendo como cidadão que paga imposto, que coloca políticos no poder com o voto a cada eleição, que coloca alguém que supostamente deveria estar cuidando de meus interesses no governo. E quantos outros não o fazem também. Pena que esses políticos, com raras exceções, são INOPERANTES e não estão nem um pouquinho com o estado de impunidade que permeia o Brasil.

Eu falo com o poder de quem paga seus impostos e exige um mínimo de respeito aos valores que aprendemos a cultivar nas antigas aulas de ORGANIZAÇÃO SOCIAL E CÍVICA… que hoje não existe mais.

Soltar os acusados já é um absurdo. Agora, os motivos descritos nas justificativas do despacho é que me dão medo.

O Sr. juiz escreveu, pasmem, que os torcedores apenas manifestaram seu descontentamento com a má fase da equipe:

– Em suma, tudo não passou de um ato (nada abonador) de revolta dos torcedores. Fiéis que são – e disso a própria equipe se vangloria –, queriam apenas chamar a atenção: fazer com que os jogadores honrassem os salários que ganham; mostrando um futebol verdadeiramente brasileiro. Isto posto, com fundamento no artigo 395, III, do CPP, rejeito a denúncia. Expeçam-se alvarás de soltura clausulados e contramandado de prisão – escreveu o juiz no despacho.

Já imaginaram se todo mundo começar a depredar, agredir, vilipendiar sua casa porque não estão de acordo com decisões que você tenha tomado na sua comunidade, seja ela qual for?

Já imaginaram se todo mundo começasse a fazer o mesmo com prefeituras, sedes de governo estaduais, federais, senados, câmaras, etc?

E se os funcionários fizessem isso nas suas empresas por não estarem de acordo com as políticas da empresa?

UM ABSURDO….

Analisando um trecho da frase deste despacho, o Sr. juiz diz:

(…) ” fazer com que os jogadores honrassem os salários que ganham; mostrando um futebol verdadeiramente brasileiro”

Em primeiro lugar, quem tem que cobrar as metas de acordo aos salários recebidos não são os torcedores mas a direção do clube que mantém os atletas sob contrato. A transferência deste direito para os torcedores é o mesmo que transferir a responsabilidade de resultados de uma empresa para seus acionistas sem responsabilidade executiva… seria o caos.

Em segundo lugar, os torcedores tem o direito de expressar seu contentamento ou descontentamento nas arquibancadas, indo ou não comparecendo aos jogos, vaiando, mas sem partir para a ignorância dos ataques físicos ou morais.

Em segundo lugar, o Sr. juiz fala sobre (…) “mostrando um futebol verdadeiramente brasileiro”.

Pergunto, o que é um futebol verdadeiramente brasileiro?  Isso pode ser diferente para mim, para você que lê, para outros que lerão este post, assim como diferente para o técnico da equipe e para sua direção. Isso está ligado aos valores de cada equipe, associação ou sociedade.  O texto demonstra total falta de coerência com o cargo de julgador e coerência com o comportamento de um torcedor com poder de julgamento e decisão acima dos outros mortais normais (como nós).

O artigo 395, III, do CPP, citado pelo Sr. juiz, traduzindo-o para o nosso português diário diz, em síntese, que só podem ser presos ou as denúncias só podem ser aceitas, se houver prova clara do ato realizado… e aí entra em cena a INOPERÂNCIA e INCAPACIDADE administrativa, gerencial e estratégica da direção atual do clube, que fez um relatório, mas não apresentou provas com imagens, embora paga-se uma fortuna mensalmente para que se zele pela segurança do local e dos que o frequentam.

Até hoje ninguém sabe por que e como sumiram as imagens mais importantes.

Sem falar que a direção do clube não toma um posicionamento claro cortando relações com os organizados que, mais uma vez, saem vitoriosas com seus atos de VANDALISMO e BANALIDADES.

Em resumo:  ESSE É O PAÍS EM QUE VIVEMOS… onde não existe ninguém que dê um BASTA a essa falta de estado de direito em que estamos.

José Antonio Purcino

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