Bate-papo com Roberto Carmona… Uma lenda viva do rádio esportivo!

Roberto Carmona

Roberto Carmona

ROBERTO CARMONA…. com que prazer eu falo esse nome.

ROBERTO CARMONA…. com que prazer eu recebo esse ícone do rádio esportivo brasileiro.

ROBERTO CARMONA…. com que orgulho eu posso dizer… eu sou seu amigo e tive o prazer de contar, mesmo que resumidamente, a sua história de vida. Pouco, muito pouco comparado com seus 50 anos de trabalho como repórter.

ROBERTO CARMONA…. uma criança que um dia disse que queria conhecer o mundo. E hoje, depois de 50 anos de trabalho, já deu mais de duas voltas completas no mundo.

Eu tive o prazer de receber no meu programa Caminhos de Sucesso o maior repórter esportivo do rádio brasileiro. Um homem que dedicou e ainda dedica sua vida à informação, trabalhando diariamente na Rádio Transamérica FM, na equipe esportiva comandada pelo Eder Luíz.

Formado em contabilidade, trabalhou em escritórios contábeis em São Paulo e no Paraná. Sempre foi fã do esporte, em especial do futebol.

Foi na cidade de Arapongas, no Paraná, onde ele começou, quase como brincadeira, uma carreira que este ano, em outubro, completará 50 anos de muito sucesso, sem ter ficado um único ano fora do ar.

Carmona contou em nosso programa a história da transmissão usando duas latas de tomate. E claro, eu perguntei: Carmona, como foi e por que foi que você começou a transmitir futebol com duas latas de tomate, na arquibancada de um estádio de futebol?

Carmona:     Eu sou radialista e repórter por acaso. Eu nunca imaginei isso. Aos domingos eu ia no estádio de futebol ver o time da cidade jogar. Um companheiro meu de escritório, o Laerte Mantovani que mora em Maringá, tinha uma dupla caipira com o irmão dele. No campo a gente ia assistir o jogo e só sintonizava uma rádio naquela época, a Rádio Nacional. , que só transmitia jogos no Maracanã. E tinha um detalhe: a transmissão era dividida. Na metade de um campo era um locutor e na outra metade era outro locutor. Ou seja, em uma metade era o Antonio Cordeiro e na outra o Jorge Cury.

Nós escutávamos isso no rádio e eu e o Laerte fazíamos uma sátira imitando eles. Como o povo gostava, um dia nós arrumamos duas latinhas de tomate, que dava eco, e fizemos a narração com as latas. O povo gostou, tanto que pediam que fossemos para o ponto mais alto da arquibancada para narrar, o público ficava em volta, e vibrava com tudo isso.

Carmona 10

Incrível essa história não é? Mas vejam, isso abriu as portas para o inicio de uma profissão de sucesso, eu comentei.  

O time de futebol da cidade decidiu disputar o campeonato paranaense.  O gerente da rádio foi buscar o narrador Brasil Filho, na cidade de Garça. Ele foi fazer o primeiro jogo em Mandaguari, que tinha 8 paraguaios no time.

Com 5 minutos de jogo o time de Mandaguari ganhava de 3×0. O ponta direita fez 3 gols em cima do lateral esquerdo, o Noca.

O locutor oficial da rádio, na transmissão, começou a criticar o Noca, disse que ele saia na noitada, bebia muito, que um cara com 40 anos não podia jogar mais. No programa de segunda-feira ele continuou a fazer críticas. Arapongas era uma cidade pequena e tinha uma livraria onde todo mundo se reunia para comprar e ler o jornal de São Paulo.

Quando o Brasil começou a falar sobre o jogo chegou o Noca que  reconheceu o locutor, pegou ele pelo colarinho, encheu a cara dele de soco, quebrou dentes, cortou o lábio, teve que fazer cirurgia, tomar pontos. O gerente da rádio, todo preocupado, comentou com um amigo que não tinha quem narrasse o jogo do final de semana. Você acredita que o pessoal lembrou-se de mim e do Laerte e nos indicou para a rádio?  Foram, nos convidaram, aceitamos, fizemos o programa. Fizemos o programa quatro domingos seguidos. No quinto domingo o Brasil Filho já estava bom. Eu falei prá ele, agora você assume. Ele não aceitou. Disse que eramos melhor que ele, que nós iriamos narrar e ele comentar os jogos.  E foi ai que tudo começou.

Vocês não devem perder esta entrevista.

Cliquem na foto abaixo para assistir e ouvir a primeira parte, conhecendo o início da carreira de Roberto Carmona.

Roberto Carmona e J. Purcino

Roberto Carmona e J. Purcino

 

Um dos momentos marcantes da segunda parte da entrevista foi quando o Roberto Carmona contou a história do Filpo Nunes, treinando o Palmeiras, e ensinando os jogadores a bater penalidades máxima. Ele pegou a bola, mesmo embaixo de chuva, correu para a bola, ao tentar chutar ele escorregou e caiu e a bola foi parar fora do campo de treinamento.

Ele falou para todos…. agora que já viram como não devem cobrar uma penalidade máxima, vamos ver como fazer corretamente.

E outros causos mais vocês irão encontrar no segundo vídeo.

Assistam clicando na foto abaixo.

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E aguardem, esta entrevista eu vou editar e publicar, na íntegra, até o próximo final de semana. Nosso presente para esse profissional exemplar, que dedicou sua vida ao esporte e ao rádio e que hoje trabalhando, segue dizendo, que o DESTINO FAZ A VIDA DA GENTE.

Parabéns Carmona.

 

 

 

 

Uma resposta to “Bate-papo com Roberto Carmona… Uma lenda viva do rádio esportivo!”

  1. Bate-papo com Roberto Carmona… | Caminhos de Sucesso Says:

    […] Uma lenda viva do rádio esportivo! […]


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