Um papo com João Signorelli – Entrevista no programa Caminhos de Sucesso

João Signorelli

João Signorelli

O bate papo de hoje é com o ator, palestrante e jornalista João Signorelli, que há dez anos leva a mensagem de Mahatma Gandhi às empresas, ongs, associações de classe de todo o Brasil. Ele nasceu em 22 de dezembro de 1955, é formado em jornalismo e ator profissional há mais de 35 anos com passagem por todas as emissoras de TV do Brasil. Participou de mais de 30 peças de teatro e de 15 filmes.

Como mestre de cerimônias, fez trabalhos com James Hunter (O Monge e o Executivo) por todo o Brasil e também como o Dalai Lama em sua última vinda ao Brasil (Ibirapuera e Anhembi, SP) e foi entrevistador na AllTv/Internet.

Há seis anos se dedica a divulgar para o mundo corporativo e para o mundo educacional a mensagem de Mahatma Gandhi, através do monólogo teatral “Gandhi, um líder servidor”, de Miguel Filiage, divulgando a cultura de paz por uma verdadeira ética nos negócios e na educação. É também apresentador, entrevistador e locutor.

Principais trabalhos na televisão:

Água na Boca – 2008, Amazônia – 2007, América – 2005, Carandiru, Outras Histórias – 2005, Aquarela do Brasil – 2000 (minissérie); Serras Azuis – 1998, Por Amor e Ódio – 1997, Tocaia Grande – 1995; Você Decide – 1994/1995, entre outras.

Principais trabalhos no teatro:

O Homem de la Mancha; A Promessa; Pano de Boca; As Mil e Uma Noites, Diário de um Mago; Um Bonde Chamado Desejo; Amor de Quatro.

Veja as listas completas em www.joaosignorelli.com.br

J. Signorelli e J. Purcino

João Signorelli e J. Purcino em entrevista ao programa Caminhos de Sucesso – 31 de Maio

Blog do Purcino:   Conte-nos um pouco sobre a sua carreira.

João Signorelli:      Comecei em 1972, em uma peça infantil – chamada “Turma da Mônica Contra O Capitão Feio”, do Maurício de Souza.

Neste mesmo ano de 1972, no Teatro Aquarius, estava acontecendo o espetáculo “O Homem de La Mancha” com Paulo Autran e Bibi Ferreira. Fui convidado a entrar no elenco e fui para o Rio de Janeiro com a peça para inaugurar o teatro da TV Manchete.

Lá, Grande Otelo entrou para participar também, gostou do meu trabalho e me levou para a Rede Globo fazer um teste – isso em 1974.  A novela chamava-se “Super Manoela”, com Paulo José e Marília Pera, passei  no teste e peguei um personagem de antagonista do mocinho da novela. Isso foi ótimo. Um jovem, de dezoito anos, fazendo o segundo personagem de uma novela na TV Globo.

A partir daí, foi novela atrás de novela, comecei a fazer abertura de festas e muitos filmes também.

Sig 2Blog do Purcino:   Você comentou que trabalhou com o Paulo Autran e a Bibi Ferreira no teatro. Como foi essa experiência?

João Signorelli:      É uma universidade de teatro todo dia. Trabalhar com eles, ver o aquecimento vocal, o alongamento de corpo, a preparação para entrar nos personagens, ver os dois em cena com o rigor profissional e com um amor pela profissão teatral era lindo.

Blog do Purcino:   Tinha muita coisa de inserir “cacos” durante as falas?

 João Signorelli:      Tanto Grande Otelo, como Paulo Autran e Bibi Ferreira eram muito generosos em cena. Caso alguém errasse eles ajudavam. O Paulo era muito brincalhão também. Tinham momentos em que ele ficava de costas pra a plateia e ficava brincando com a gente em cenas dramáticas.

A gente tinha que manter a concentração ao máximo, pois ele ficava de costas fazendo caretas, ficava vesgo, e a gente tinha que segurar o riso e segurar a cena.

A Bibi Ferreira era (e é até hoje), bem mais séria, bem mais reservada, com uma grande generosidade e preocupação de orientar os mais jovens. Ela dizia uma coisa que até hoje eu faço. – “Um ator nunca deve sair à noite sem um boné e um cachecol para se proteger porque o sereno na cabeça faz muito mal para voz.” 

Sig 6Blog do Purcino:   Em Caminhos das Índias você fez uma participação especial que foi muito importante, porque naquele momento você ajudava a marcar o destino do personagem principal. 

João Signorelli:      Foi uma cena curta mas um momento importante para o desfecho da história do mocinho e da mocinha da novela. Foi muito importante para mim, naquele dia, que teve uma audiência absurda de 92 pontos. Poder falar do perdão, dizer que só vai encontrar a mulher amada se você perdoá-la, falar isso para o Brasil inteiro foi fantástico.

 

 

Blog do Purcino:   Mudando um pouco de tema, vamos falar sobre a obra Grandhi, um líder servidor. Como surgiu essa oportunidade para você? 

João Signorelli:      Tem uma lenda no mundo teatral que diz que o personagem é quem escolhe o ator que vai interpretá-lo no palco. Então, se essa lenda for verdade, imagina a minha alegria por ter sido escolhido por Gandhi.

Em realidade, aconteceu o seguinte: O Alexandre Garrett, Publisher de uma revista chamada Gestão & RH, produziu um fórum sobre Recursos Humanos, no ano de 2003, cujo tema era Liderança.

Ele convidou o Miguel Filiage para preparar um espetáculo para a abertura deste evento e foi citado Ghandi, como um grande líder do século XX e pensou em um ator que fosse parecido fisicamente e me chamou para fazer o espetáculo.

Era um único espetáculo e o Miguel, por falta de tempo, disse que se eu quisesse tocar a produção para apresentações, que eu poderia fazê-lo.

Blog do Purcino:   Foi aí que você começou a levar a peça em um bar na Vila Madalena? 

João Signorelli:      Comecei fazendo em um bar na Vila Madalena, em São Paulo, todo domingo. Aos domingos o bar fechava. Abria só para o evento do Gandhi. Eu fazia a peça e depois era servido um jantar, com duas opções de prato e um refrigerante. A renda era dividida 50% para cada um. Fiquei um ano em cartaz lá no Bar.

Depois fui para o Teatro de Arena, alguns restaurantes, teatros e, atualmente, estou no teatro Alberico Rodrigues, também na capital paulista. Mas, paralelamente a tudo isso, as empresas começaram a me chamar. Não só organizações, mas também universidades e colégios.

Fiz vários espetáculos para o mundo corporativo, as críticas foram muito boas, abrindo as portas para o mundo corporativo definitivamente. 

Blog do Purcino – Por que você acredita que a peça durou até hoje, 10 anos? 

Sig 11João Signorelli:      As palavras, ideias e valores do Gandhi são muito fortes e hoje em dia está ressoando muito nas pessoas essa busca de princípios e ética.

Mesmo no mundo corporativo, há necessidade de um novo paradigma. As pessoas estão buscando novas relações e maneiras de agir no mundo. Hoje tenho o projeto ligado à Fundação Casa, à Carlos Zátena, fiz espetáculos em penitenciárias, entre outras formas de divulgar a palavra de Gandhi.

Tem inclusive uma questão curiosa. Tirando a parte corporativa do espetáculo, muita gente me contratas para fazer o Gandhi em festas de Natal, aniversários, reuniões familiares, etc. É muito curioso essa aceitação e esse tipo de mercado.

 

Blog do Purcino – Você está com um novo projeto, certo? PASSAPORTE PARA O FUTURO. Fala um pouco a respeito. 

João Signorelli:      É a mesma equipe do Gandhi, é baseado no livro do César Souza. Ele assistiu o Gandhi, gostou muito, chamou-me para ter uma conversa com ele e daí nasceu a ideia de fazer o Passaporte para o Futuro, que é uma peça que conta a história de um diretor comercial de uma empresa que vem para a convenção de final de ano para discutir os números do ano e preparar as metas do ano que vem.

Só que na hora que ele sobe ao palco para falar sobre isso ele decide falar uma coisa sobre um sonho que ele teve. O Cesar montou um encontro fictício entre várias personalidades e pensadores do management mundiais reunidos em um sonho, em um simpósio com esses homens.

Fala sobre a espiritualidade no trabalho, sobre a preocupação das novas gerações que estão entrando agora no mercado de trabalho que requer outro tipo de tratamento, outro tipo de comunicação, visando preparar as empresas para essa mudança que está ai, na nossa porta.

Sig 8Blog do Purcino – O Passaporte para o Futuro é dirigido para todos os níveis hierárquicos das empresas ou é voltado mais para as equipes de liderança? 

João Signorelli:      É um trabalho dirigido para supervisores, gerentes, sempre com a preocupação de formação de líderes para o século XXI. Isso é discutido na peça, inclusive.

É indicado também para outros níveis hierárquicos, pois fala também da forma de trabalho entre pessoas mais novas e outras mais experientes trabalhando em equipe.

Blog do Purcino – Voltando ao Gandhi, você comentou que quando é necessário você faz adaptação da peça para empresa. Quem faz a análise do briefing para saber o que e como mudar? 

Sig 12João Signorelli:    Eu mesmo faço as adaptações. Adapto o texto de acordo com as necessidades que os empresários comentam comigo.No Gandhi eu faço debates e um fórum aberto com o público, o que dá resultado, certamente.

Para maiores detalhes como contratar o João Signorelli, visite o site www.joaosignorelli.com.br gnorelli:     

Fonte: Entrevista de João Signorelli ao programa Caminhos de Sucesso, realizada no dia 31 de Maio de 2013.

 

Uma resposta to “Um papo com João Signorelli – Entrevista no programa Caminhos de Sucesso”

  1. O dia em que entrevistei Mahatma Gandhi | Caminhos de Sucesso Says:

    […] Um papo com João Signorelli – Entrevista no programa Caminhos de Sucesso […]


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