Um clube empresa ou uma empresa para o clube?

Outro dia, conversando com a Thatiana, ela disse que eu escrevo muito falando de futebol para ilustrar os meus cursos de planejamento estratégico, assim como os de gestão de pessoas e as palestras motivacionais. E ela tem razão no seu comentário. Eu uso mesmo, e muito, o esporte em geral (e por afinidade e fartura de exemplos, o futebol) em minhas crônicas, meus artigos e minhas aulas-palestras.

E dois exemplos que uso muito são os do Corinthians, administrado com louvor pelo presidente Andrés Sanches, e o Santos, que também é muito bem administrado hoje em dia. Agora, como corinthiano de sangue (a familia era corinthiana), é claro que eu utilize o exemplo de ousadia administrativa e capacidade de planejamento do nosso presidente, que mudou a imagem e a história do nosso clube em três anos.

O que tinhamos antes?  Presidentes torcedores que não queriam deixar o poder devido à ganância (deu no que deu e não vou perder tempo falando disso aqui). Todos já estão sendo julgados. Um desmando e um descalabro em gastos, investimentos, falcatruas, que dava vergonha ser corinthiano.

Hoje não. Dá orgulho. E tudo começou com a colocação do Andrés como presidente interino e depois de fato, vencendo eleição válida e limpa. E com novo regulamento que não permite a reeleição. Só aí é que eu acho que a coisa pega. Um bom presidente, seja de empresas, de instituições governamentais ou de países só pode completar o seu trabalho se o seu período de gestão for superior a um mandato de 3 ou 4 anos. E por que? Ora, o primeiro ano é gasto com auditorias, desenvolvimento das idéias das plataformas, planejamento de longo e médio prazo e busca de parceiros para realizar tudo o que foi prometido e programado. Durante os segundo e terceiro anos começam as fases de implantação do planejamento estratégico, a busca de apoios e a concretização dos projetos de médio e curto prazo. E muitas vezes, alguns deles, quando se trata de construção de uma base sólida, convincente, lucrativa, levam mais tempo do que a simples construção física de um edificio, sede ou arena (no nosso caso). A finalização chega com a operacionalização de todo o evento de construção, ocupação e inicio de operacionalização.

Agora, o Andrés, homem de visão, foi procurar em Ronaldo a maior parceria que ele poderia ter conseguido para o Corinthians como clube e como empresa, logo que ele assumiu o clube. E com um plano de marketing e de administração presente e futuros já delineado, isso porque, diferente dos antecessores, colocou PROFISSIONAIS de primeira linha no departamento de marketing do clube. Resultado:

  • Campeão da Copa do Brasil
  • Campeão do Estadual
  • Boa campanha na Libertadores na fase inicial.

A desclassificação não foi do time ou da presidência do time, mas foi em função de uma ação individual de um jogador. Que pena. Mas aconteceu.

Em seguida, manteve a direção da equipe, reforçou o time, manteve o planejamento, e só não foi campeão por um pequeno deslize de não trocar antes o técnico que substituiu o vitorioso Mano. Isso acontece até em grandes multinacionais, por que não acontecer no nosso clube? E ele foi macho, como costuma dizer, de chamar a responsabilidade para ele, e dizer que houve um atraso no planejamento pela demora de certas decisões.

Agora, falando de obras, tivemos excelentes eventos que geraram, e geram, grandes retornos financeiros para o clube (empresa).

  • Festa do Centenário
  • Virada do Centenário
  • Cruzeiro do Centenário (o São Paulo está copiando agora)
  • O CT (um dia irei conhecer) que é um dos melhores do mundo
  • A construção do hotel do CT que será equivalente a um 5 estrelas
  • A construção da área médica do CT, uma das melhores de São Paulo
  • Agora a construção do estádio em Itaquera.

E mais uma vez, pressionado por imprensa, por TVs, por CBF, por governos, por FIFA, veio a público para dizer que o estádio é para o CORINTHIANS e não para a Copa do Mundo. Caso queiram para a Copa, que ajudem no aspecto financeiro, o que acho correto. Não é justo o clube arcar com um ônus financeiro para SÃO PAULO ficar com a abertura da Copa do Mundo, ainda mais considerando que todo esse atraso acontece porque o antigo governo (interino) do estado fez corpo mole e não deu importância para o evento Copa do Mundo. Agora, ai está o resultado.

Perdas financeiras enormes por causa da politicagem, pois São Paulo perdeu a participação na Copa América (lastimável), perdeu o centro de imprensa geral da Copa do Mundo (inacreditável), e agora corre o risco de perder o jogo de abertura. E que não coloquem essa perda na conta do Andrés, pois ele não pode gerir a política do estado. Só o Corinthians.

Agora, a aula de Planejamento Estratégico, Tático e Operacional que o Andrés e a sua equipe estão dando na administração do clube é visível e pode ser comparável aos melhores clubes do mundo. Vários clubes brasileiros estão seguindo o exemplo, e aqueles que o fazem com consciência empreendedora estão tendo sucesso (Ex. Coritiba, Internacional, etc). E vamos que vamos. Eu acho que o Andrés deveria, mesmo não querendo , ficar pelo menos mais um período no poder, para finalizar sua obra. Nosso medo é que ao sair, tudo venha por água abaixo por causa do EGO de corinthiano eleito que não tenha a visão e a força de relacionamento que o Andrés tem.

Pura necessidade, e espero que ele pense a respeito disto.

PARABÉNS ANDRES

Purcino

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