Planejamento Estratégico I – Quando ele falta a derrota chega mais rápido!

Futebol.  Paixão do povo brasileiro. Paixão que leva pessoas, multidões, do estado de alegria, esperança, para o de tristeza e decepção, em apenas 90 minutos.

No caso do time de maior torcida no Brasil segundo pesquisas recentes, em 180 minutos. E a decepção chegou em 180 minutos. E com ela, vieram as reações da lógica, daqueles que conseguem pensar sem se emocionar, reações ilógicas, daqueles que não sabem pensar, só gritar. E reações sem nexo nem contexto, daqueles que se julgam os únicos a torcerem para um time, um grupo que imagina ser o dono da verdade, dono da palavra, mas que em realidade não tem nenhuma noção do que venha a ser PLANEJAMENTO, pois nem mesmo em suas vidas chegou a fazer isso por uma vez que seja.

Mas vamos falar do planejamento estratégico, fazendo uma relação com o que ocorreu estes últimos 7 dias com o Corinthians, tentando responder uma única pergunta: Quando o planejamento para 2.011 começou a falhar?

Eu digo que começou a falhar no ano passado, quando a empresa Corinthians substituiu seu líder (técnico)  pela primeira vez (Mano x Adilson).

Para trocar um líder não basta analisar o perfil do mesmo, mas também o perfil de sua equipe. Sempre, e não quase sempre, um lider escolhe seus comandados de acordo ao seu perfil de trabalho, sua tática para atingir suas metas a médio prazo, e seu planejamento de ações, para fazer com que essas metas sejam possíveis de serem atingidas. Portanto, é óbvio que o Mano Menezes preparou sua equipe, por três anos, para que atuasse de maneira a envolver a sua concorrência, com paciência, com tranquilidade, sem perder a agressividade e a objetividade.

O novo técnico, também um vencedor, tem um perfil mais arrojado. Gosta mais de ir ao ataque, não se importando com o que possa acontecer quando a concorrência perceba suas ações e contra-ataque. Fazendo isso, é lógico que a equipe vai ressentir-se, pois seu perfil é diferente. As mudanças de atititude são iminentes, e nem todos se adaptam fácilmente a mudanças radicais em um curto espaço de tempo. Resultado. Derrotas e perda de espaço no mercado (no nosso caso, na tabela de classificação).

O seguinte êrro, e o mais grave de todos, foi a reação da direção em perceber os problemas, permitindo que a perda de espaço chegasse a limites que pudessem colocar em risco os objetivos do seguinte ano!  A demora na troca do líder (maisa fácil do que trocar uma equipe que demonstrou ser vencedora) foi crucial. Afetou o resultado no ano e afetou, demais, o planejamento do ano seguinte.

Metas tiveram que ser alteradas em curto espaço de tempo. A estratégia de curto prazo teve que ser revista. A busca no mercado de profissionais que atendessem ao novo líder também demorou a ser feita.

E aí veio o pecado maior. Contratação de um líder de conceitos, medroso em tomar decisões drásticas, sem perfil e voz de comando com a equipe atual e com a direção da empresa, no caso, o Corinthians. E mais ainda, um lider que errou em um fundamento básico do planejamento. Nâo soube avaliar a sua concorrência, ou o seu concorrente direto, no caso uma equípe supostamente pequena da Colombia.

Errou ao assumir que não conhecia a equipe, não conhecia os componentes da equipe adversária, não conhecia o seu líder, seu rival em estratégias. Durante os dois jogos pudemos verificar que um, o que se considerava grande, não avaliou o seu concorrente e imaginou que com o que tinha, e os nomes que tinha, era suficiente para vencer no mercado (no caso a pré-libertadores). O outro, avaliou as peças do seu oponente, avaliou o seu perfil psicológico, trocou metade da sua equipe, colocou colaboradores que sem a magnificiência do oponente, optaram por trabalhar com sintonia, sinergia e garra, em cada ação, em cada jogada, em cada momento do embate.

Era, e ficou latente na nossa mente, a diferença de postura. As duas equipes tinham 11 elementos em campo. Porém o pequeno, por ser pequeno, desdobrava-se em campo e parecia ter no mínimo 50% a mais de pessoas em campo. O outro, abismado e chocado com a surpresa, não sabia o que fazer e se apequenou diante do pequeno.

Em nenhum momento foi percebida uma opção de estratégia para a equipe considerada grande. Outro êrro. Daí para a derrota e a perda total do mercado, foi uma questão de tempo (que neste caso, é curtíssimo.).

Agora, os fãs, ou melhor, os que se julgam fãs, passam a difamar aqueles que outrora idolatraram. Eu não faria isso. Esses colaboradores, mesmo sem o melhor de seu condicionamento, tentaram, lutaram, foram vistos chamando sua equipe ao ataque, pedindo um outro tipo de comportamento. Foi o único a tentar apresentar-se para a partida, o único que levou perigo de fato ao oponente. Então, que sejam nomeados os verdadeiros culpados.

Esses foram, sim, o dono da empresa, pelo seu êrro na contratação do líder, e o próprio líder, que mesmo sabendo que precisava vencer ou vencer, colocou sua equipe para defender terreno. Triste erro. Defender o que, se ele já sabia que não tinha como defender algo na casa do inimigo. Faltou então, OUSADIA para ir ao ataque e ocupar espaços. ÊRRO FATAL na confecção de uma estratégia a curto e médio prazo.

O melhor, aqui, é reavaliar as ações e se for necessário, ai sim, reavaliar algumas peças da equipe atual. Nem tudo está perdido. Fica a lição de que quando um empreendedor nao faz ou não estuda o seu planejamento estratégico, a derrota pode tardar, mas não deixa de chegar.

Purcino (ainda triste por usar meu time do coração para uma aula de planejamento estratégico).

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